sexta-feira, 29 de junho de 2012

A SOCIEDADE DO CONHECIMENTO E A ESCOLA.


Sociedade do conhecimento e a escola.

Atualmente o acesso as informações é rápido e amplo, devido ao uso frequente das novas tecnologias de comunicação, que disponibilizam conhecimentos a todos que procurarem a qualquer tempo, tornando igualitárias as condições de produção e acesso ao conhecimento. A facilidade de acesso as informações está transformando a sociedade, gerando novos sistemas culturais, que usam as tecnologias para expressar pensamentos, esses elementos é que caracterizam a sociedade do conhecimento.

A sociedade contemporânea esta em um paradoxo, o acesso a tantas informações por meio das tecnologias não quer dizer de fato que as pessoas possuam o saber verdadeiro, as informações não passam de meros “flaches” na memória. No sistema educacional verifica-se um deficit de aprendizagem embora os alunos passem mais tempo na escola. Não basta ter acesso as informações é necessário busca-las e transforma-las em conhecimento. Diante as transformações proporcionadas pelas novas tecnologias, o mundo exige um novo perfil do profissional e do cidadão. Pois o conhecimento é via indispensável para desenvolvimento pessoal cultural e econômico.

O desafio do sistema educacional é formar alunos para cidadania responsável, para ser eternos aprendizes, e dar autonomia aos alunos na busca e seleção de informações para produção do conhecimento.

As novas tecnologias da informação estão criando novas formas de distribuir socialmente o conhecimento tornando acessível todos os saberes, as pessoas através das tecnologias aprendem mais sobre diversos assuntos e de outras maneiras, proporcionando novas formas de conceber e gerir o conhecimento sob perspectiva cognitiva e social.

Para atender as exigências que o mundo impõe em relação aos saberes que se espera dos indivíduos cidadãos, surge a proposta de inserir as novas tecnologias na produção do onhecimento oferecido pela escola, criar competências cognitivas ou capacidades para os alunos produzirem o seu próprio conhecimento, e estarem aptos a atender a exigências que lhes são impostas.

A escola deve formar alunos, que sejam capazes de acessar e assimilar as informações de forma critica e reflexiva, para converter a informação em conhecimento de forma ordenada, assim a informação deixaria de ser flaches na memoria, outra capacidade que precisa ser desenvolvida pelos alunos é a de aprender com a diversidade de perspectivas, relatividade de teorias e múltiplas formas de interpretações da informação para construir seu próprio ponto de vista.

A educação assume o papel de proporcionar aos alunos capacidades para construir seu próprio conhecimento, torna-los aprendizes flexíveis, dotando-os de estrategias da aprendizagem adequadas, capacidades de aquisição, interpretação, analise, compreensão e compartilhamento da informação, tornando os alunos capazes de enfrentar as novas demandas da aprendizagem.

Antropologia, meus entendimentos acerca do homem e relações culturais, expostos no filme A missão.


O homem se transforma e modifica o meio que vive através de suas realizações, além de criar relações complexas com o mundo a sua volta, a analise sistematizada do homem, suas relações, origens, comportamentos e diferenças é tema de estudo da antropologia.
A antropologia surgiu a partir do conhecimento metódico, pensadores começaram a observar o homem, e questionar suas relações, comportamentos e as diferenças sistematicamente.
Esta ciência possui dois campos de conhecimento acerca do homem, o cultural que estuda o comportamento,relações, costumes e crenças; e o campo biológico que estuda a origem e desenvolvimento a partir de observações e pesquisas arqueológicas.
Entre os homens existem diferença na maneira de reagirperante as dificuldades que encontram no mundo, para enfrentamento dessas dificuldades eles organizam-se em grupos que se distingue dos demais de acordo descendência genética, região que habita, características biológicas, crenças, valores e costumes, essas variações são chamadas de cultura, onde cada grupo desenvolve a sua de acordo a necessidade, e repassam para os demais do grupo por gerações através do convívio desde os primeiros anos de vida.
Verificam-se a partir das relações entre os grupos culturais diferentes, estranhamentos e preconceitos, pois cada grupo acredita que sua maneira de pensar e agir é a mais correta, ou melhor, que a de outro grupo, este comportamento se firma na teoria de etnocentrismo.
As relações entre culturas diversas foram marcadas por repressão e violência, as diferenças eram mal vistas, levando até mesmo ao extermínio de algumas culturas. As pessoas veem o diferente com desprezo e julgam. A cultura diferente é vista como um comportamento errado, marcando as relações nas diferentes sociedades.
A antropologia surge para amenizareste conflito, estuda nossas diferenças para demonstrar que todos são iguais, o que nos difere uns dos outros são as formas de enfrentamentos e relações criadas no grupo cultural que pertencemos.


No mundo existem vários povos com diferentes formas de agir e pensar, revelando a diversidade cultural, algumas culturas valorizam o poder e soberania. A repressão e violência são comuns nas relações culturais, que valorizam o poder, cada individuo julga sua cultura como a mais correta, e a impõe aos demais, principalmente a aqueles que são minorias ou menos desenvolvidos, sempre no intuito de adquirir domínio ou poder, para destacar-se dentro de seu grupo, de acordo com aquilo que valoriza na sua cultura. Para tais fins o homem é capaz de reprimir e massacrar o direito e a liberdade do semelhante, atrocidades foram cometidas, em nome do poder, posição privilegiada ou domínio.
Para conseguir poder espanhóis e portugueses buscavam novos territórios. Um dos territórios foi a América, que já existia um povo com uma cultura que os europeus consideravam inferior, pois não usavam roupas, moravam nas florestas, e não existia ambição entre eles, este povo era os índios. Os jesuítas tiverampapel importante, eles catequizavam os índios, codificavam seus costumes, facilitando a conquista, estes índios foram colocados para trabalhar, tirando a liberdade desse povo, embora o que os jesuítas queriam era apenas mais fiéis a igreja, mas o desencadear disso foi aculturação, extermínio do povo indígena que residia no litoral.
No Mato Grosso, não foi diferente, o plano de integração nacional, desenvolvido no governo de Getúlio Vargas não considerou os habitantes que aqui já residiam, o governo vendeu terras indígenas para empresas multinacionais, e estas por sua vez massacraram este povo, destruíram suas casas, tomaram suas terras, mataram mulheres e crianças sem piedade.
Em Vila Rica não diferente, das relações culturais anteriormente abordadas, foram marcadas por violência. Os índios que aqui existiam fugiram para região do Xingu e Santa Terezinha, assim como os sulistas que migraram para essa região tratavam os goianos como inferiores e assim vice e versa, prevalecia o etnocentrismo nas relações culturais que aqui estabelecia, hoje em dia da mesma forma ainda acontece preconceitos acerca dos nordestinos que migram para nossa região.



Após as leituras, filmes, discussões, rever os históricos das relações culturais, e da diversidade cultural que existe, aprendi a enxergar diferente a forma que o outro tem de agir e ver o mundo, que pode ser estranho para mim, e para o outro é normal, e que devo respeitar, para que eu possa ser respeitada em meus pensamentos, valores e comportamentos. Antes das aulas eu pensava que era uma pessoa aberta as diferentes culturas, que aceitava em suas totalidades, mais após discussões, pude inferir que resistia em mim um pouco de etnocentrismo e preconceito, e esta postura estou transformando, isso é complicado, mas é necessário policiar-se constantemente para que efetive-se essa transformação, acho que no interior de cada um a uma predisposição a valorizar sua própria cultura, pois é algo que construímos desde a infância ao longo de toda a vida, entendi que devemos valorizar nossa cultura mas não desfazer ou desmerecer a cultura do outro.

O QUE É LEITURA




O QUE É LEITURA

Lara de Oliveira Araújo

MARTINS, Maria Helena. O que é Leitura. São Paulo, SP: Brasiliense, 1982, 92p.
Autora: Maria Helena Martins


O livro “O que é Leitura” da autora Maria Helena Martins, discorre sobre Leitura, defendendo a ideia que leitura acontece quando algo nos faz sentindo, independente do letramento, mas da interpretação e reflexão de um fato, objeto ou mesmo leitura da palavra escrita. A autora considera a leitura como um processo de compreensão de expressões formais e simbólicas, relata a importância de desenvolver a habilidade de ler e interpretar para que percebêssemos com maturidade nosso cotidiano e desenvolvêssemos novas possibilidades de reflexão. O propósito do livro é dar elementos ao leitor par acompreender a leitura, tentando desmitifica-la, por meio de uma abordage despretensiosa, mas que permita avaliar aspectos básicos do processo, dando margem a se conhecer mais o próprio ato de ler.
Noprimeiro capitulo a autora demonstra que o leitor não é um mero decodificador de letras, ler depende muito da forma como se interpreta algo, de como reagimos em alguma situação, do sentido que o leitor dá ao objeto lido, que depende do seu interesse e do contexto social, e que a cada novo contato ele poderá interpretar de forma diferente.
O segundo capitulo aborda que adquirimos habilidades para ler através do convívio, das relações interpessoais ao longo da vida, que a leitura não depende apenas do conhecimento da língua, mas das relações entre o interior do leitor e o universo social e cultural.
Como algumas pessoas não possuem estes estímulos, a escrita e leitura tornam-se signos arbitrários, que nem todos possuem o acesso tornando esses signos em instrumentos de poder pelos dominadores, mas podem se tornar instrumentos de libertação pelos dominados.
A autora aborda a aprendizagem e a leitura como uma conquista de autonomia que permite a ampliação dos horizontes, que implica comprometimento e acarreta riscos, pois a leitura exige do leitor ruptura com a passividade, enfrentamentos da situação, que podem lhe causar frustrações. A autora diz que a leitura propicia também a sensação de ter o mundo ao alcance, que podemos compreendê-lo e modifica-lo e para tal precisamosi nteragir com o mundo e que essa interação crie um sentido em nosso interior.

No terceiro capitulo, Maria Helena Martins faz criticas sobre a restrição do conhecimento pelas elites minorias, e de como usam o conhecimento para o controle social, não permitindo que todas as classes sociais desenvolvam elementos para construção do pensamento critico, que a leitura promove. A autora critica o sistema educacional, embasado na decoreba, condena a atuação da escola que não possibilita aos alunos, instrumentos para a verdadeira leitura acerca do mundo, para reflexão, e posicionamentos.
Martins critica os livros didáticos, referindo-se a eles como “manuais da ignorância” e justifica dizendo que os livros que a escola se limita não estimulam o gosto pela leitura, que são elaborados a partir de uma visão conservadora, que estão repletos de falsas verdades a serviço de ideologias autoritárias.
Maria Helena considera que a leitura é um processo de compreensão das expressões formais e simbólicas não importa o meio e de que linguagem faz relação entre texto escrito, contexto histórico e cultura do leitor. A leitura esta condicionada a decodificação simbólica e compreensão a partir de componentes sensoriais, emocionais, intelectuais, fisiológicos, neurológicos, culturais, econômicos e políticos do leitor. A leitura é um processo, em que o leitor participa decifrando os sinais, dando sentido a eles para compreendê-los, levando em conta a situação do texto e leitor, é um dialogo entre leitor e objeto lido.
A autora critica a postura de professores, que restringem o ensino apenas aos livros e escrita propriamente dita, salienta que a aprendizagem não esta condicionada apenas a eles, mas a todo o universo e experiências do cotidiano que permitem descobertas e compreender características comuns e diferenças entre os indivíduos proporcionando elementos para uma postura critica, fundamental para leitura, Maria diz ain daque o professor deve promover no aluno o senso critico, relacionar o conhecimento das leituras ao cotidiano, e possibilitar elementos ao aluno para que ele construa seu aprendizado.

No quarto capitulo, a autora estabelece as inter-relações do indivíduo no ato de ler, abordandoos níveis básicos de leitura, o sensorial, emocional e racional, explica que esses três níveis são inter-relacionados, senão simultâneos, mesmo que um seja privilegiado, depende das experiências, expectativas, necessidades, interesses e contexto geral que o leitor se insere.
A autora inicia sobre os processos de leitura, relatando os níveis que ela considera básicos, como forma de iniciação:
Leitura sensorial: esse processo inicia na infância e acompanha a vida toda, não é uma leitura elaborada, e sim sem racionalização, uma resposta do inconsciente imediata utilizando os sentidos visão, ouvido, tato, olfato e paladar diante do que o mundo apresenta.
A autora aborda o fato dos preconceitos que um livro ou texto podem nos aflorar, das preferencias de leitura que criamos desde a infância, da ocorrência, por exemplo,julgarmos um livro pela capa ou ausência de figuras, sem nos importar com o conteúdo, que pode nos revelar algo interessante.
Leitura emocional: essa leitura lidacom os sentimentos, provoca sensações no leitor seja prazer ou aversão, o leitor passa a identificar-se no que diz o livro. As pessoas tende a refrear esses sentimentos, pois é um campo que elas não possuem controle racional, a autora considera isso tolice, pois essa leitura revelaria no leitor disponibilidade para aceitar o que vem do mundo exterior, para que possamos inferir sobre. A leitura sensorial considera o que o texto provoca em nós leitores, como os textos mexem com nosso subconsciente, a autora discorre sobre assunto afirmando que os autores escrevem já pré-determinando o leitor, inserido num contexto social que tem predisposição acerca de determinada leitura, exemplifica isso utilizando as telenovelas que apresentam um contexto uma estória que agrada principalmente um grupo social formado por mulheres operárias. Aautora explica essa predisposição na individualidade de cada um, e de seus interesses, que no caso das telenovelas é o de se distrair.
Leitura racional: essa leitura é restrita aos intelectuais, que reservam o direito de ditar normas a nossa leitura, e guardam para si o privilégio da criação e fruição das artes, ideias, das coisas boas da vida. O leitor debruça sobre o texto sem envolvimento pessoal, de forma que a leitura demonstre ao leitor apenas o sistema de ideias que o interessa. A leitura nessa perspectiva é vista como um processo de compreensão abrangente, utilizando de suas capacidades a fim de aprender,a leitura racional possui caráter reflexivo e dinâmico.
A autora sintetiza leitura racional acrescentando a leitura sensorial e emocional o fato de estabelecer uma ponte entre o leitor e o conhecimento, a reflexão, reordenação do mundo objetivo, possibilitando-lhe, no ato de ler, dar sentido ao texto e questionar tanto a própria individualidade como o universo das relações sociais. E a leitura não é importante por ser racional, mas por aquilo que seu processo permite, alargando os horizontes de expectativas do leitor e ampliando as possibilidades de leitura de texto e da própria realidade social. Durante a leitura racional o leitor visa mais o texto, tem em mira a indagação; quer mais compreende-lo, dialogar com ele, verifica-se desprendimento do leitor em vontade de aprender um processo de criação.
Os elementos que levam a uma leitura racional esta bem exemplificada nos textos narrativos que nos conta algo, em uma sequencia cronológica. Num texto tudo tem sentido, é fruto de uma intenção consciente ou inconsciente, importa na leitura racional captarmos como se constrói esse sentido ou sentidos, é necessário reconhecer os indícios textuais, que são pistas para o leitor melhor compreender o objeto lido em todos os seus sentidos.
No quinto capitulo a autora relembra as inter-relações entre os diferentes níveis de leituras, e a forte tendência de uma preceder a outra, pois a história, a experiência e as circunstancias de vida de cada leitor no ato de ler, bem como as respostas e questões apresentadas pelo objeto lido, no decorrer do processo, que podem evidenciar certo nível de leitura. Maria Helena diz que, o leitor mesmo que proponha certo nível de leitura seja qual for, é a dinâmica da relação com o texto que irá determinar o nível predominante, o leitor sempre fará uma leitura diferente a cada aproximação de um mesmo texto. A medida que desenvolvemos nossas capacidades sensoriais, emocionais, racionais, nosso modo de ler, mais ainda os níveis se inter-relacionam.
Abordando as características dos níveis de leitura, Martins define leitura sensorial como uma leitura que possui tempo e espaço, e que tende ao imediato; a leitura emocional requer experiências prévias do leitor, é de caráter retrospectivo implícito; e a leitura racional tende a ser prospectiva, a medida que a reflexão determina um passo a frente no raciocínio, transformando o conhecimento prévio em um novo conhecimento ou em novas questões, implica na possibilidade de desenvolver o entendimento acerca do texto lido. Não podemos isolar esses níveis de leitura pois depreciariam a mesma, tornando o nível sensorial em imediatismos, a emocional em conservadorismo e a racional em progressivíssimos, é impossível isola-los pois o próprio homem lê como em geral vive, num processo de interação permanente de sensações, emoções e pensamentos.
No ultimo capitulo a autora reafirma que a leitura para compreendê-la e se efetivar, ela deve preencher uma lacuna em nossa vida, precisa vir de encontro a uma necessidade, de um desejo de expansão sensorial, emocional ou racional, de vontade de conhecer mais, além dos estímulos, percalços do mundo exterior, exigências e recompensas e esforço no caso da leitura racional.
A leitura efetiva implica treinamento, técnica e cada leitor devem desenvolver a sua. Relata a importância da continuidade da leitura, e releitura principalmente em níveis racionais por possibilitar esclarecer duvidas, evidenciar aspectos antes despercebidos ou subestimados, apurar consciência critica, propiciar novos elementos de comparação.

domingo, 29 de abril de 2012

Serviço Social e Meio ambiente


Os desafios que a emergência dos problemas ambientais trouxeram à humanidade nas últimas décadas,  conclui-se  que tais desafios se refletem no campo do Serviço Social e deflagram a consciência que os profissionais desta área devem atuar visando da sustentabilidade do planeta, visando contribuir para um ambiente mais favorável à existência humana.
De acordo com o estudo realizado é possível concluir que numa época em que o desmatamento e esgotamento de recursos naturais estão se tornando um problema global, as ações do assistente social se apresentam como uma solução promissora para promover a educação e reorganização do espaço  para a sustentabilidade ambiental.
 O meio ambiente pode ser compreendido como os elementos naturais e sociais que interagem com o ser humano, ou seja, o homem ao mesmo tempo em que influencia o meio, também é influenciado por ele.    Desta forma, o meio ambiente ser torna um lugar de ação humana, na qual estas ações para manter o equilíbrio são voluntárias e tornam-se objeto da ética ambiental.
A sustentabilidade, assim, surge quando ocorrem problemas que envolvam um risco ou perda irreversível da qualidade do ambiente, provocando o declínio da qualidade de vida do ser humano. Entretanto, cabe ressaltar que no que diz respeito ao meio ambiente, não existe um grau de urgência, pois sempre há que se tomarem medidas para promover a sua preservação.
O processo de educação ambiental deve estar inserido na realidade e através de processos educativos contribuindo para sua transformação, desconstruindo e construindo tanto o indivíduo quanto para a coletividade.
 O Serviço Social é uma área do conhecimento humano que busca a humanidade social através da atuação na realidade social. Portanto, tem na questão social a base de sua atuação.
Em sua atuação, uma das funções do Assistente Social é a de prestar auxílio ao indivíduo e promover seu bem-estar, tendo em vista atender às suas solicitações.
 Refletir acerca da importância da atuação do assistente social na questão da sustentabilidade ambiental , com ações voltadas para a  construção da cidadania.
Repensar na atuação do Serviço Social diante da emergência dos problemas ambientais que são vivenciados nos dias atuais, bem como ressaltar que a  ação educativa é um importante instrumento para veicular os conhecimentos sobre a defesa do meio ambiente e formar cidadãos críticos em relação ao meio em que vivem, e transformador da situação em qual estao inseridos.

Fonte: TCC MEIO AMBIENTE E SERVIÇO SOCIAL, UNITINS, SERVIÇO SOCIAL, AUTORAS:E.E.G.S. Batista, J.S.Costa,  L. O. Araújo, S. P. Santiago - Alunas do 8º Período de Bacharel em Serviço Social .Unitins-Univale.

Em criança não se bate!!!

A violência infanto-juvenil é um fenômeno mundial e, para compreendê-la, é preciso contextualizá-la, ou seja, visualizando-a no contexto de uma sociedade específica, reconhecendo que toda violência é social, histórica e envolve determinantes econômicos, jurídicos, políticos e tem influências culturais.
Ao analisar a realidade estrutural da década de 70 e 80, Guerra e Azevedo (1998 p.23) referem que houve uma estagnação do crescimento econômico, crise conjuntural e agravamento da situação de pobreza estrutural. Acrescenta que a modernidade capitalista apresenta a nova marca da globalização dos negócios e das relações de poder. Cita que estamos frente a frente com um capitalismo transnacionalizado, movido por processos tecnológicos, avançados, informatizados, robotizado, altamente competitivo que vem trazendo em seu bojo a desindustrialização, a perda de mercados pelos países pobres, o desemprego massivo. Como conseqüência haverá maior concentração de riqueza, o aumento da pobreza e a exclusão de países da periferia na competividade própria a esta modernidade capitalista.
Exemplificando, faz a citação de Bird (1992) que aponta “... os 20% da população mais rica do mundo detêm 82,7% da renda produzida e os 20% mais pobres recebem 1,4% desta renda. Os 20% mais pobres da América Latina tem 4% da renda subcontinental e os 20% mais pobres do Brasil tem 2,1% da renda nacional.”
O Brasil é uma sociedade marcada pela dominação de classe e por profunda desigualdade na distribuição da riqueza social, possibilitando a violência estrutural que atinge grande parcela de crianças e adolescentes, conduzindo-os a uma vida indigna em termos de alimentação, habitação, escolarização, exploração de sua mão-de-obra, tortura e extermínio.
Segundo dados do Informe Epidemeológico do S.U.S., 1997, o Brasil é exemplo de desigualdade, de injustiça e exclusão pois mais de 2/3 da população não dispõe de renda suficiente para assegurar o acesso às condições de respeito aos direitos fundamentais, 32 milhões de brasileiros passam fome e sessenta, em cada mil crianças que nascem, morrem antes de completar um ano de vida.
Guerra e Azevedo (1997 p 232 - 233) cita que a infância vítima de violência estrutural compreende o contingente social de crianças e adolescentes “que se encontram em situação de risco pessoal e social, daqueles que se encontram em situações especialmente difíceis, ou, ainda, daqueles que por omissão ou transgressão da família, da sociedade e do Estado estejam sendo violados em seus direitos básicos”.(Fórum-D.C.A., 1989).
O dever de proteção por parte da família, da sociedade e do Estado já foi reconhecido anteriormente, a nível internacional, em 1966, pela aprovação do Pacto de Direitos Cívis e Políticos, pelas Nações Unidas, pois os Estados-Membros reconhecem que: “Toda criança terá direito, sem discriminação alguma por motivo de raça, sexo, cor, idioma, religião, origem nacional ou social, posição econômica ou de nascimento, às medidas de proteção que a sua condição de menor requer por parte de sua família, da sociedade e do Estado” (Artigo 24).
Apesar da violência contra a criança e o adolescente o ser um fenômeno que existe desde a antiguidade, sendo que no Brasil as raízes remontam ao passado colonial , somente a partir da década de 60, com os movimentos populares houve uma “re-descoberta” da violência doméstica, no entanto as denúncias sobre a situação de violência à criança se ampliaram a partir da década de 80, quando, a nível internacional, acentuou-se a preocupação com a infância que culmina com a convenção sobre os Direitos da Criança.
Durante o governo autoritário vigente entre os anos 60/80 não era interessante rever práticas de educação doméstica que traziam exatamente o autoritarismo como uma de suas marcas importantes para preparar as crianças à adaptação social, valorizando-se a disciplina, a obediência da criança, o seu respeito pelos adultos, reproduzindo as formas dominantes de autoridade numa determinada sociedade.
Buscando a superação do modelo político autoritário, iniciou-se no Brasil um processo de redemocratização e abertura política, onde foram elaborados trabalhos que desvelaram a violência doméstica e feitos questionamentos da Política nacional de bem-estar do Menor e do Código de Menores.
Iniciaram-se lutas e movimentos reivindicatórios para mudança constitucional e conquista dos direitos humanos, e, para a criança e adolescente, a principal conquista foi o Estatuto da Criança e do Adolescente, lei 8.069/90.
Devido ao comprometimento de profissionais e organizações em defesa dos direitos das crianças e adolescentes foram obtidas algumas conquistas, como a questão legal.
No que se refere ao aspecto jurídico, as leis criadas que abrangem a questão da violência infantil são:
- Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) - art.3 e 5;
- Declaração Universal dos Direitos da Criança (1959) - Princípio 9º
- Convenção sobre os Direitos da Criança (1990-Brasil) - arts.: 19.1 e 2, 9, 34, 35, 36 e 39;
- Constituição Federal (1988) - art.226, Parag.8º e 227 Parag.4º;
- Estatuto da Criança e do Adolescente (1990) - arts.: 5, 13, 16, 17, 18, 56, 70, 87, 98, 101, 129, 130, 141, 206, 232, 233, 240, 241, 263, 245;
- lei 8072/90 - lei de crimes hediondos;
ECA
O Estatuto se estende a todas as crianças e adolescentes, sem descriminação, mudando a concepção, passando a considerá-los como sujeito de direitos, pessoas em condição peculiar de desenvolvimento, a requerer proteção e prioridade absoluta no nível das políticas sociais.
Ao discutir sobre as linhas de ação para efetivação do E.C.A., Ribeiro (1994, p - 22) aponta que as linhas previstas são: 1) Política Social Básica - aquelas que são direito de todos e dever do Estado, ex.: saúde; 2) Política de Assistência Social - são aquelas que destinam a oferecer condições mínimas de bem estar e dignidade à aqueles vulnerabilizados e, portanto, desassistidos em suas necessidades básicas, ex.: alimentação; 3) Política de Proteção Especial: é a ação social especializada dirigida à pessoas e grupos em circunstâncias especialmente difíceis, em presença de fatores de vulnerabilidade que os coloca em situação de risco pessoal e social; 4) Política de Garantia: àquela representada pela luta dos direitos no campo dos direitos.

Atendimento do assistente social
O Serviço Social a partir do recebimento de denúncias ou observação de situações de suspeita de violência, busca o aprofundamento dos dados através de contatos com os diversos profissionais envolvidos no atendimento hospitalar e com programas e instituições da comunidade e principalmente Prefeituras, Entidades Sociais, Postos de Saúde e Pastorais da Criança, Saúde), para configurar ou não caso de violência.
Também realiza entrevistas com familiares e pessoas envolvidas com situação de violência (parentes, vizinhos), assim como, visitas domiciliares, objetivando coleta de dados, estudo do caso, constatação ou não da violência e análise dos fatores contribuintes a esta questão que demandam atendimento pelo Serviço Social e/ou profissionais.
Diante da confirmação da violência são realizados contatos pela Assistente Social ou médico e/ou elaborados relatórios sociais e médicos que são encaminhados ao Conselho Tutelar, Juizado da Infância e Juventude e Promotoria Pública, da cidade de origem da criança ou adolescente atendido, para ciência e/ou providências pertinentes.
Em alguns casos, diante da ausência de dados concretos que configurem a violência, mas são levantados dúvidas ou situações problemáticas, não é feito encaminhamento formal de denúncia aos órgãos competentes, mas são tomadas providências pelo Assistente Social, buscando a proteção da criança.
Quando é feito o encaminhamento formal das situações de violência, o Assistente Social comunica aos familiares sobre este procedimento e a obrigatoriedade deste pelo hospital definida pela lei 8.069/90.
O atendimento pelo Serviço Social junto a criança, adolescente e ou família inclui: atendimento de apoio frente a violência sofrida; acompanhamentos sistemáticos através de discussões reflexivas sobre situação e relacionamentos sócio-familiares, concessão de benefícios, orientações sobre direitos e deveres, bem como condutas para prevenção de ocorrência ou reincidência de situações de violência, encaminhamento para programas e recursos institucionais comunitários para solicitar assistência e acompanhamento pós-alta (Prefeituras, Igrejas, Pastorais, Vicentinos, Creches, Postos de Saúde, FUNAI, etc); agendamento e encaminhamento para atendimento psicológico e/ou psiquiátrico em Hospitais, Clínicas ou Centros de Atendimento Psiquiátricos e/ou psico-social; encaminhamentos a grupos de auto-ajuda para dependentes químicos e familiares; orientações grupais para acompanhantes na Unidade Hospitalar, através de ações educativas e preventivas, acompanhamento pós-alta hospitalar através de contatos com familiares, órgãos competentes( Conselho Tutelar, Juizado) e Instituições Sociais, ou por meio de visita domiciliar.
Devido as limitações instituições, pela grande demanda do Serviço Social e o grande número de situações de violência atendida, ausência do atendimento interdisciplinar, torna-se difícil o atendimento mais aprofundado e global a todas as crianças e adolescentes vitimizados.
Tal dificuldade se agrava frente aos limites quanto ao trato a questão da violência pelos Conselhos Tutelares e instituições que prestam atendimento a esta parcela da população.
    A partir da implantação do E.C.A. e com a formação dos Conselhos Tutelares, houve um avanço no que se refere ao atendimento da Questão da Violência infanto-juvenil, porém ainda existem vários limites que precisam ser superados.